Ele era uma autoridade de alto escalão do rei persa Assuero.
Ele era orgulhoso mas o que podemos aprender dele?
Ele era orgulhoso. Por ter sido promovido ao alto escalão do governo, as pessoas o admiravam e bajulavam, o que lhe agradava muito. Mas para seu grande aborrecimento, outro funcionário do governo se recusava a prestar-lhe tal honra. Em vingança, o orgulhoso oficial tramou eliminar do império todas as pessoas que fossem da mesma formação étnica de seu ofensor. Que arrogância doentia! O mentor da trama era Hamã, uma autoridade do alto escalão da corte do rei persa Assuero. E a vítima de sua hostilidade? Um judeu chamado Mordecai. Embora a reação genocida de Hamã fosse extrema, ela ilustra bem o perigo e as sérias conseqüências do orgulho. A arrogância de Hamã não apenas colocou outros numa situação crítica, mas também o levou a ser humilhado em público e por fim morto. — Ester 3:1-9; 5:8-14; 6:4-10; 7:1-10. Deus exige que ‘andemos modestamente com o nosso Ele’. (Miquéias 6:8) A Bíblia registra vários casos de pessoas que deixaram de ter um conceito modesto sobre si mesmas, o que lhes trouxe problemas e amarguras. Analisarmos alguns desses casos nos ajuda a ver por que é imprudente e perigoso perder o equilíbrio dessa maneira. O conceito distorcido sobre nós mesmos pode gerar sofrimento e prejudicar nosso relacionamento com outras pessoas. Por exemplo, imagine que uma pessoa está numa sala e observa um casal cochichando e rindo. Se for egocêntrica, poderá concluir erroneamente que, por estarem sussurrando, estão caçoando dela. Sua mente não lhe permitirá pensar em outra possível explicação para a atitude do casal. Afinal, sobre quem mais poderiam estar falando? Essa pessoa poderá ficar aborrecida e decidir nunca mais falar com os dois. Isso mostra como alguém que se julga muito importante pode causar mal-entendidos e prejudicar seu relacionamento com amigos, membros da família e outras pes exige que ‘andemos modestamente com o nosso Deus’. (Miquéias 6:8) A Bíblia registra vários casos de pessoas que deixaram de ter um conceito modesto sobre si mesmas, o que lhes trouxe problemas e amarguras. Analisarmos alguns desses casos nos ajuda a ver por que é imprudente e perigoso perder o equilíbrio dessa maneira. A pessoa que se julga muito importante pode criar o hábito de ficar se gabando de seus talentos, das coisas que faz ou que tem. Ou pode ter a tendência de dominar a conversa, e sempre dar um jeito de falar alguma coisa sobre si mesma. Essa atitude demonstra falta de genuíno amor e pode ser muito irritante. Por isso, quem é convencido muitas vezes afasta as outras pessoas. — 1 Coríntios 13:4. A falta de modéstia e um conceito exagerado de nós mesmos podem prejudicar nossa relação com Deus. Provérbios 16:5 adverte: “Todo o soberbo de coração é algo detestável para Deus. Os que não se julgam importantes demais têm mais facilidade de fazer boas amizades. A modéstia e a humildade evitarão que desenvolvamos um espírito competitivo e tentemos ser melhores do que os outros, não só no que diz respeito às coisas que fazemos, mas também com relação às coisas que possuímos. Essas qualidades piedosas nos ajudarão a ter mais consideração para com os outros e, consequentemente, nos darão mais condições de oferecer ajuda e consolo a quem precisar. (Filipenses 2:3, 4) Quando as pessoas sentem que são tratadas com amor e bondade, geralmente reagem de maneira favorável. E não é verdade que esse relacionamento altruísta serve de base para amizades verdadeiras? Essa é uma das bênçãos que teremos por cultivar a modéstia e não nos julgar mais importantes do que somos. — Romanos 12:10.
Jéssica Milone
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